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AFAZERES DOMÉSTICOS, DOENÇA E BAIXOS SALÁRIOS AFASTAM BRASILEIRO DO TRABALHO
18/02/2011

Os afazeres domésticos, problemas com saúde e os baixos salários oferecidos são os fatores que mais afastam os brasileiros do mercado de trabalho, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16) pelo Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada).
A pesquisa ouviu 2.773 pessoas, entre as quais 65% (1.777) trabalham, 801 (29% está inativa e 195 (7%) está desocupada.
No conjunto de desocupados, pelo menos 31,3% nunca procuraram emprego, com 88% deste grupo sendo composto por mulheres. Ou seja, na comparação com os homens, o público feminino representa a maior parte dos inativos.
Já entre os homens, quase todas as pessoas que nunca procuraram emprego estão entre os mais jovens. Nesse caso, os especialistas do Ipea apontam que os homens jovens têm se dedicado mais aos estudos do que as mulheres.
Na análise por idade, as pessoas com 61 anos ou mais, se afastam do mercado de trabalho por problemas de saúde, enquanto os jovens, com idade entre 18 e 39 anos, ficam desocupados em virtude da baixa experiência e salários.
O perfil para quem tem de 40 a 60 anos é mais parecido com o resultado global.
Quanto ao sexo, a grande diferença entre homens e mulheres é que o público masculino atribui a inatividade aos problemas de saúde, enquanto o público feminino aponta principalmente os afazeres domésticos.
Outra diferença é a importância muito maior dada pelas mulheres aos problemas familiares, tais como “não tenho com quem deixar a criança, idoso ou deficiente”. Essas dificuldades são comuns em 45% das mulheres inativas contra apenas 17% dos homens.
Apesar das dificuldades mencionadas, a proporção de mulheres que desejam voltar ao mercado de trabalho é superior ao dos homens (47% contra 32%). A proporção, no entanto, diminui conforme a idade, apontando que os mais jovens desejam mais exercer alguma atividade remunerada.
Outro fator importante da pesquisa está relacionado ao grau de escolaridade dos trabalhadores, o que demonstra a necessidade em querer sair da inatividade. Dos 65,5% dos inativos com pelo menos o 2º grau incompleto aceitariam uma proposta de emprego, contra apenas 36% daqueles com o no máximo o primeiro grau completo.
A remuneração também aparece como fator importante para a volta ao mercado de trabalho. O valor mínimo aceito entre os inativos é, em média, de até dois salários mínimos (R$ 800,12).
 
Texto extraído do site http://noticias.r7.com
 

 

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