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RESULTADOS X CLIMA ORGANIZACIONAL
27/10/2010

É possível conciliar a exigência crescente por retornos financeiros e um ambiente de trabalho feliz? Saiba como a Schulumberger e a Nextel vencem esse desafio.
Anna Carolina Oliveira
 
Outubro, 2010 – Cada vez mais as empresas estão sendo desafiadas a encontrar maneiras de conciliar os resultados com um bom ambiente de trabalho. A tarefa não é fácil, requer práticas sólidas e, muitas vezes, os efeitos são de médio a longo prazo. O primeiro passo dessa grande caminhada é olhar para as pessoas da organização e é isso que executivos como Ana Zambelli, presidente da Schulumberger, e Sérgio Chaia, presidente da Nextel, buscam fazer.
Os dois profissionais participaram do debate sobre “Como conciliar a exigência crescente por resultado com ambientes felizes para trabalhar”, mediado por Alexandre Caldini, diretor superintendente da unidade de Negócios e Tecnologia da Editora Abril, no XII Encontro das Melhores Empresas para Você Trabalhar.
Para Ana, o mais importante nesse processo é alinhar as ideias dos colaboradores e da empresa. Para isso, é fundamental que a organização busque profissionais com valores similares aos da companhia. “Quando fazemos o recrutamento focamos nos candidatos que valorizam pessoas, acreditam em tecnologia e buscam lucro”, conta a presidente da Schulumberger. O passo seguinte é selecionar um candidato que seja valorizado também pelo mercado, afinal os profissionais da empresa devem estar alinhados às exigências dos clientes. Por fim, a multinacional de serviços na área de óleo e gás olha para aqueles com grande desejo de crescer.
Assim como a Schulumberger, a Nextel também tem a sua “fórmula” para equilibrar resultado e ambiente saudável. Sérgio Chaia explica que a empresa acredita em uma espécie de efeito cascata: um funcionário feliz faz um cliente feliz; um cliente feliz atrai mais clientes; e mais clientes fazem a empresa crescer e ter resultados. “70% das vendas da Nextel vem de indicação”, afirma.
Na hora de selecionar
O recrutamento também é apontado com um processo importante que contribui com o alcance de resultados e um ambiente feliz. Na empresa do setor de telecomunicações o objetivo é fugir do roteiro tradicional de entrevista propondo questões que fogem do óbvio. Pode parecer absurdo, mas na lista de perguntas inusitadas do presidente da empresa estão “qual o seu pior fracasso?” e “como você gostaria que fosse o seu velório?”. A ideia é tirar o candidato de uma possível postura mecânica e fazê-lo pensar mais.
Já na Schulumberger o modelo é diferente, a começar pelos recrutadores, que são engenheiros que passaram por um trabalho de liderança. “Nossos recrutadores são de nível alto, pessoas que conhecem a empresa e o negócio”, comenta Ana. Outro diferencial é o cuidado que a companhia tem de se apresentar. Quando busca estudantes para atuar no seu meio, a Schulumberger vai até as faculdades de ponta e se expõe por meio de uma palestra de apresentação conduzida pelos recrutadores. “Essa exposição ajuda a eliminar os candidatos que não se identificam com o perfil da empresa”, explica a profissional. Feito isso, acontecem as entrevistas e avaliações de competências técnicas. Posteriormente, os candidatos conhecem a base da empresa, seu funcionamento e a rotina de trabalho.
Na hora de recompensar
Além da remuneração tradicional e do bônus, a Nextel investe muito no que ela chama de “remuneração emocional”. “Acreditamos que, mais do que dinheiro, a pessoa quer ser reconhecida e se sentir parte de algo maior”, esclarece Chaia. Um exemplo disso é programa Circulo de Excelências, por meio do qual os destaques da empresa de cada ano são premiados com uma viagem internacional. O investimento no programa é alto – cerca de US$ 1 mi – e a premiação não deixa a desejar. “Em um ano fizemos uma viagem a Paris e fechamos o Museu do Louvre para uma visita exclusiva da equipe.”
Ana Zambelli concorda que esse tipo de compensação é importante, mas afirma que na Schulumberger o foco é a remuneração concreta. A companhia busca superar o valor da média do mercado e oferece benefícios como bônus e stock options.
 
Texto extraído do site http://revistavocerh.abril.com.br

 

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