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Por que a maioria das empresas tem vagas que não conseguem preencher?
14/08/2013

Por: Letícia Arcoverde

A maioria das empresas brasileiras tem vagas abertas que não conseguem preencher – e sofrem impacto negativo por causa da dificuldade de encontrar profissionais qualificados. A conclusão é de uma pesquisa do site de carreiras americano CareerBuilder, que mediu o tamanho da escassez de talentos e seus efeitos nas dez maiores economias do mundo.

Os Brics lideram entre os países onde as empresas mais sofrem com a falta de mão de obra qualificada. Depois da China, o Brasil fica em segundo lugar, com 63% das companhias indicando que possuem vagas abertas que não conseguem preencher, pois não encontram os profissionais certos. No país, vagas das áreas de tecnologia da informação, produção e serviços são as mais difíceis de serem fechadas.

No Brasil, 74% dizem que a falta de profissionais para preencher posições abertas tem impactos negativos na empresa – entre eles qualidade do trabalho reduzida, impacto na moral da companhia e maior índice de rotatividade. Novamente, o país só perde para a China. Quase 40% das empresas brasileiras reportam perdas na produtividade decorrentes da falta de profissionais qualificados. Mas quando o assunto é receita ou a capacidade de fazer o negócio crescer, o Brasil parece conseguir fazer mais com menos: é o país que menos reporta esses problemas, que afetam apenas 15% das empresas, no caso de perdas na receita, e 19%, no crescimento dos negócios.

Globalmente, seis mil gerentes de recursos humanos participaram da pesquisa. Países europeus como Itália, Reino Unido e Alemanha, além do Japão e dos Estados Unidos, são os que menos apresentam vagas disponíveis – em todos, o problema da falta de mão de obra foi apontado por menos de um terço das companhias. Ainda assim, essas economias dizem sentir o impacto negativo de não encontrar profissionais qualificados. Na Itália, por exemplo, enquanto apenas 18% dizem ter vagas abertas, 55% sentem efeitos negativos da falta de talentos.

Para Matt Fergunson, presidente da CareerBuilder, os resultados mostram como é crítico que os setores público e privado e instituições de ensino trabalhem juntos para formar mais pessoas com habilidades demandadas. “A incapacidade de achar profissionais com alta qualificação pode ter um efeito cascata reverso, impedindo a criação de posições que exigem menos qualificação e travando o desempenho da empresa e a expansão econômica”, diz.

Fonte: www.televendacobranca.com.br

 

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