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O QUE RETÉM TALENTOS?
24/10/2011

 
Autor: Tatiane Leiser
 
Cada dia mais é possível notar gerentes e profissionais de recursos humanos preocupados com planos de retenção de talentos, pois o mercado, cheio de possibilidades, está tornando mais fácil a rotatividade daqueles profissionais insatisfeitos.
O dinheiro já não é mais o principal chamariz dos profissionais qualificados, que buscam possibilidade de crescimento e aprendizado dentro das organizações. Se nossos pais e avós acreditavam na importância da estabilidade, hoje, os jovens querem satisfação profissional e pessoal.
Segundo o Dieese, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, a média de permanência dos trabalhadores numa mesma companhia na Região Metropolitana de São Paulo é de cinquenta e sete meses, ou seja, aproximadamente cinco anos. Além disso, dados recentes apontam que o Brasil ocupa a segunda posição no mundo em intenção de mudança de emprego entre os executivos e a pesquisa A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros (Catho Online, 2009) indica o aumento do número de profissionais que recorrem a sites de anúncios de vagas e currículos à procura de recolocação.
O consultor internacional da MOT (Mudanças Organizacionais e Treinamento), Alfredo Castro acredita que este fenômeno é resultado da sensação que as pessoas têm hoje de que a permanência em uma mesma empresa é uma coisa ruim, o que ele considera mito. “As pessoas acreditam que deveriam ficar apenas dois ou três anos em uma mesma organização, mas isso apenas deveria ser assim se a empresa não traz mais desafios, se não tem mais motivações”, aponta.
Pensadores como Alvin Toffler (1971) e Zygmunt Bauman (2001) apontam que caminhamos rumo a um mundo que tende à efemeridade, à fluidez e à redução do tempo dos relacionamentos humanos. Nosso cotidiano é marcado pela rotatividade e pela transitoriedade, ou seja, encontram-se cada vez menos relações duradouras na sociedade. Namoros, casamentos e amizades são cada vez mais instáveis. Da mesma forma, os bens de consumo são cada vez mais descartáveis, reflexo da produção e da comercialização indiscriminada de produtos, também tornados efêmeros.
Ainda assim, especialistas entendem que a retenção de talentos é possível. Para o CEO do Instituto MVC, Costacurta, é preciso que as empresas mostrem aos profissionais a possibilidade de futuro, pois desta forma terão motivos para permanecer na organização. “Especialmente para as gerações mais novas, é importante mostrarmos que podem inovar e crescer. O profissional precisa ter autonomia, ter a chance de errar por tentar, e não por não fazer” afirma.
Castro também acredita que as empresas não devem se preocupar apenas com a retenção, mas com a atração por meio da abertura para novas ideias e de benefícios para o colaborador. “As empresas tem que mostrar porque é bom para o funcionário estar ali”, aponta.
Vantagens e maneiras de reter funcionários
Uma das vantagens da retenção de profissionais é a eliminação de novos custos com seleção, treinamentos e tempo de adaptação. Mas para que exista a retenção, inicialmente é preciso que a seleção tenha critérios rigorosos não apenas quanto à qualificação técnica dos candidatos, mas também em relação a suas características comportamentais.
“O grande erro das empresas é focar muito no currículo do profissional e não medir o grau de divergência entre o perfil buscado pela empresa e o perfil apresentado pelo candidato. Isso pode causar um choque que resultará em insatisfação, e provavelmente afastamento deste funcionário, que acaba permanecendo pouco tempo na organização”, avalia Costacurta.
Outro problema que resulta na perda de talentos, para Castro são os problemas com superiores. “Programas de liderança podem ajudar na retenção, pois 70% das pessoas que deixam uma empresa estão na verdade deixando seu líder, seu chefe, e não a empresa de fato”, garante.
Também aponta que um bom trabalho do líder pode ajudar na permanência do funcionário. “Existem escalas de necessidades. Nem todo mundo precisa das mesmas coisas do mesmo jeito, e os chefes podem avaliar isso e trabalhar de forma a adaptar, customizar o tratamento de acordo com o que seus colaboradores precisam”, afirma.
  
Fonte: O que retém talentos? | Portal Carreira & Sucesso

 

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